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Atualizando nossas regras contra conduta de ódio

Por ‎@TwitterSafety‎
Quinta-feira, 5 Março 2020

Criamos nossas regras para manter as pessoas seguras no Twitter, e elas estão em constante evolução para refletir as realidades do mundo em que atuamos. Nosso foco primário é endereçar os riscos de danos no universo offline, e pesquisas mostram que a linguagem desumanizante aumenta esses riscos. Por consequência, após meses de debates e coletas de opiniões do público, de especialistas externos e de nossos times, em julho de 2019 nós expandimos nossas regras contra propagação de ódio para incluir a linguagem que desumaniza as pessoas com base em religião. Hoje, estamos novamente ampliando essa regra para incluir a linguagem que desumaniza por conta de idade, deficiência ou doença.

Vamos solicitar que Tweets como esses sejam removidos do Twitter quando denunciados para nós:

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Se denunciados, Tweets que violam essa regra com referência a idade, doença e/ou deficiência e foram publicados antes da data de hoje deverão ser apagados, mas não resultarão diretamente em qualquer suspensão de conta uma vez que foram Tweetados antes de a regra ser estabelecida.

Por que começar por esses grupos?

Em 2018 nós pedimos publicamente a opinião das pessoas para garantir que consideraríamos uma ampla gama de perspectivas e para ouvir, diretamente, diferentes comunidades e culturas que usam o Twitter ao redor do mundo. Em duas semanas, recebemos mais de 8 mil respostas de pessoas localizadas em mais de 30 países.

Alguns dos feedbacks mais consistentes que recebemos incluem:

  • Linguagem clara - Considerando diferentes idiomas, as pessoas acreditavam que a mudança proposta deveria ser aperfeiçoada para prover mais detalhes, exemplos de violações e explicações sobre quando e como o contexto é considerado. Incorporamos esse feedback quando refinamos essa regra e também nos certificamos de que daríamos detalhes adicionais e mais clareza para as nossas regras como um todo.
  • Delimitação do que é considerado - Os respondentes disseram que "grupos identificáveis" soava muito genérico, e deveria ser permitido engajar com grupos políticos, detratores e outros grupos não marginalizados com esse tipo de linguagem. Muitas pessoas manifestaram a vontade de se "manifestar contra grupos de ódio de qualquer maneira, a qualquer tempo, sem medo". Em outros casos, as pessoas gostariam de poder se referir a fãs, amigos e seguidores usando alguns termos de forma carinhosa, como "feras" ou "monstros".
  • Aplicação consistente das regras - Muitas pessoas expressaram preocupação sobre nossa capacidade de aplicar nossas regras de forma justa e consistente, por isso desenvolvemos um processo de treinamento mais longo e aprofundado com nossos times para garantir que todos estão mais bem informados para analisar as denúncias. Para essa atualização foi especialmente importante dedicar tempo revisando exemplos do que poderia ou não violar a regra, em comparação com a mudança que implementamos anteriormente.

Continuamos a aprender na medida em que incluímos novas categorias. Temos visto que, ao realizarmos treinamentos mais aprofundados e estendermos o período de testes para determinar o que precisamos esclarecer e definir melhor, nosso time fica mais preparado para lidar com nuances culturais, o que assegura a tomada de medidas corretivas de maneira mais consistente.

Também constatamos que não temos todas as respostas, e é por isso que criamos um grupo de trabalho global com especialistas de fora da empresa para nos ajudar a pensar sobre como devemos endereçar o discurso desumanizante relacionado a categorias mais complexas como raça, etnia e nacionalidade. Esse grupo nos auxiliará a compreender nuances delicadas e contextos históricos e regionais relevantes e, por fim, nos ajudará a responder a perguntas como:

  • Como protegemos conversas que as pessoas têm entre si, dentro de grupos marginalizados, incluindo aquelas que utilizam terminologias ressignificadas?
  • Como garantimos que nossa gama de medidas corretivas leva o contexto totalmente em conta, reflete a gravidade das violações e é necessária e proporcional?
  • Como podemos - ou devemos - levar em consideração, em nossa análise sobre a gravidade do risco, o fato de um determinado grupo protegido ter sido historicamente marginalizado ou estar sendo um alvo atualmente?
  • Como levamos em conta dinâmicas de poder" que podem se apresentar nos diferentes grupos?

Tudo isso faz parte da construção do nosso trabalho contínuo com o Conselho de Confiança e Segurança e do nosso compromisso em fortalecer e focar nesse tipo de parceria. Concordamos que essas são áreas em que é difícil acertar, por isso, queremos ser efetivos e sérios na expansão dessa regra.

Continuaremos a construir o Twitter para a comunidade global que usa o serviço e a garantir que sua opinião ajude a moldar nossas regras e nossa forma de trabalhar. Na medida em que buscarmos expandir o escopo dessa mudança, informaremos você sobre o que aprendemos e como abordaremos esses aprendizados em nossas regras. Também seguiremos provendo, na conta do @TwitterSafety e do @TwitterBrasil, atualizações regulares sobre todos os esforços que temos empenhado para fazer do Twitter um lugar mais seguro para todos.

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