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Twitter compartilha dados do 20º relatório de transparência, marcando uma década de compromisso

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quinta-feira, 28 julho 2022

*A Central de Transparência foi atualizada em inglês e nas próximas semanas será traduzida para outros idiomas, inclusive Português

O Twitter publica hoje seu 20º Relatório de Transparência, marcando dez anos de disponibilização pública e frequente de dados sobre as requisições de informações que recebemos de autoridades e, também, a respeito das medidas que tomamos com base em nossas regras.

Por que isso importa? Nos últimos 10 anos, a forma como diferentes autoridades ao redor do mundo tentam interferir na liberdade de expressão, remover conteúdo da internet e revelar a identidade de pessoas detentoras de contas no Twitter se transformou significativamente. Acreditamos que uma transparência consistente ajuda as pessoas a entender as regras dos serviços online e a responsabilizar as autoridades por suas ações, ao mesmo tempo em que nos mantêm responsáveis pela moderação de conteúdo baseada em princípios e pela capacidade de resposta às requisições que nos são destinadas. A transparência é um princípio orientador fundamental em nossa missão de servir à conversa pública, proteger a Internet Aberta e promover a internet como uma força global para o bem. Nós lutamos e continuaremos lutando para que as pessoas que usam o Twitter se expressem e sejam ouvidas.

Destaques do relatório mais recente

Continuamos a perceber uma tendência preocupante de tentativas de limitar a liberdade de imprensa globalmente, com um aumento nas demandas legais de autoridades contra jornalistas, bem como um número crescente de demandas legais relacionadas a contas – ambos os casos representam recordes desde o início da publicação do relatório.

  • Número recorde de requisições legais sobre contas (45.572 demandas relacionadas a um total de 198.931 contas)
  • Um aumento de 103% nas requisições legais de governos cujo alvo são contas verificadas de jornalistas e veículos de imprensa em comparação com o período do relatório anterior
  • Os Estados Unidos responderam por 20% de todos os pedidos globais
  • As impressões de Tweets que violaram as regras do Twitter representaram menos de 0,1% do total de impressões de todos os Tweets publicados em nosso serviço

Veja o relatório completo aqui.

O papel dos governos nos relatórios de transparência

Essa atualização chega em um momento em que requisições de governos relacionadas a informações de contas e remoção de conteúdo batem seguidos recordes, incluindo solicitações para revelação da identidade de pessoas detentoras de contas anônimas. É por isso que continuamos a defender mais transparência de governos e autoridades sobre como seus poderes são usados. As pessoas que utilizam nosso serviço devem saber que adotamos uma abordagem baseada em princípios para lidar com solicitações governamentais e requisições legais, assim como para compartilhar as informações requisitadas.

  • De 1º de julho de 2021 a 31 de dezembro de 2021 (o período da atualização do relatório que estamos compartilhando hoje), vimos um aumento nas requisições legais recebidas ao redor do mundo, uma tendência de crescimento contínuo para o Twitter.
  • No período referente a este relatório, o Twitter recebeu 47.572 requisições legais relacionadas a um total de 198.931 contas únicas, o maior número de contas de que fomos notificados nos últimos 10 anos. Esse volume cresceu continuamente a cada relatório, e seguimos vendo tendências semelhantes nas solicitações de informações por governos. No período do relatório mais recente, recebemos 11.460 solicitações desse tipo.

Globalmente durante o último relatório:

  • O Twitter limitou (o que significa que divulgamos algumas informações, mas não todas as solicitadas) ou não forneceu nenhuma informação em resposta a 60% das solicitações feitas por governos em todo o mundo.
  • No período do último relatório, 349 contas verificadas de jornalistas e veículos de imprensa de todo o mundo foram alvo de 326 requisições legais, um aumento de 103% em comparação com o período do relatório anterior e um recorde desde que começamos a monitorar essa importante métrica, que é ainda mais relevante em um momento em que a liberdade de imprensa está sob pressão globalmente.

Investimentos em tecnologia

Em 2012, fomos a primeira empresa de mídia social a publicar um relatório de transparência e, desde então, isso tornou-se um padrão do setor. Na última década, fizemos investimentos significativos e aprimoramos nossos relatórios, incluindo mais dados, análises e métricas. Desde que divulgamos os dados de aplicação das Regras do Twitter em 2018, evoluímos significativamente em nossa abordagem de como detectamos e removemos conteúdo que viola nossas regras. O maior impacto que vimos neste trabalho é o uso da tecnologia para detectar e remover conteúdo de forma proativa e rápida, muitas vezes sem precisar da denúncia das pessoas no Twitter para isso.

Estamos aperfeiçoando a maneira como medimos nossa efetividade nesta frente e trabalhamos para ir além da abordagem binária tradicional de moderação de conteúdo de “manter” ou “remover”. Durante o período deste relatório, solicitamos a remoção de mais de quatro milhões de Tweets que violavam as Regras do Twitter. Também aplicamos ações menos agressivas, rotulando Tweets para adicionar contexto importante quando as informações compartilhadas não justificam sua exclusão, e melhoramos a maneira como evitamos que determinados conteúdos questionáveis ​​de contas que você não segue apareçam em respostas, buscas ou em sua página inicial. Em relatórios de transparência futuros, pretendemos compartilhar detalhes sobre essas medidas de forma mais específicas, tornando esses dados uma parte essencial do que compartilhamos publicamente.

Uma maneira de medir a efetividade de nossos investimentos em tecnologia é avaliar quantas impressões os Tweets que violavam as regras do Twitter receberam antes de serem removidos. No período deste relatório, as impressões desses Tweets violadores representaram menos de 0,1% do total de impressões de todos os Tweets publicados em nosso serviço ao longo deste tempo. Dos Tweets removidos, 71% receberam menos de 100 impressões antes da remoção, com mais 20% recebendo entre 100 e 1 mil impressões. Esses números permaneceram consistentes desde que começamos a relatá-los em 2020, ainda que o volume de conteúdo violador de regras que removemos tenha tendido a aumentar. Isso indica que nossos esforços de detecção proativa estão acompanhando a mudança de comportamento das pessoas que usam o Twitter. Continuamos a investir fortemente na melhoria da velocidade e da abrangência de nossas detecções.

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Melhorando o combate a spam e manipulação da plataforma 

Como resultado do investimento contínuo em nossa abordagem e de nossos esforços para impedir ataques de spam em nosso serviço, vimos um aumento de 2% no número de desafios antispam feitos por nossas equipes em comparação com o período do relatório anterior. Esses desafios são realizados quando identificamos atividades suspeitas e restringimos temporariamente as ações que as contas envolvidas podem fazer no Twitter, enquanto solicitamos que as pessoas que as detêm informações adicionais (como por exemplo, uma confirmação de e-mail ou número de telefone) ou resolvam um reCAPTCHA. Além disso, durante o segundo semestre de 2021, recebemos 6% mais denúncias de spam de pessoas que usam o Twitter em comparação com o período do relatório anterior.

Nos últimos 10 anos, fizemos investimentos significativos – e vimos progresso – na maneira como detectamos e agimos contra spam e manipulação da plataforma, e fornecemos às pessoas no Twitter mais contexto em sua experiência. Um exemplo é com relação a contas automatizadas, que podem ser fonte de informações úteis, divertidas e relevantes no Twitter. Lançamos a identificação automática de contas com etiquetas em setembro de 2021 para facilitar o reconhecimento, pelas pessoas, desses “bots do bem”. Desde fevereiro de 2022, todas as contas automatizadas em todo o mundo, inclusive no Brasil, têm a opção de autoidentificação.

Para ver mais sobre nosso trabalho, confira este fio do CEO do Twitter, Parag Agrawal:

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Transparência com nossos dados

Desde o início do Twitter, em 2006, nossas APIs (interfaces de programação de aplicativos) – que, em linhas gerais, são a maneira como os programas de computador “conversam” entre si para que possam solicitar e fornecer informações – abertas e públicas deram aos pesquisadores e desenvolvedores a oportunidade de explorar o que está acontecendo no mundo. O Twitter é o único grande serviço a disponibilizar dados de conversas públicas via API para fins de pesquisa.

O acesso aberto a dados públicos é fundamental para o avanço dos objetivos de pesquisa em uma ampla variedade de tópicos de maneira segura, garantindo a proteção da privacidade pública. Ele aumenta a conscientização geral e a compreensão da escala e da natureza dos desafios que afetam as conversas públicas online e também ajuda a manter serviços como o Twitter responsáveis ​​por nossa própria resposta a esses desafios.

Além disso, durante a pandemia, lançamos um endpoint COVID-19 para possibilitar pesquisa em saúde pública e uma nova plataforma acadêmica para incentivar pesquisas de ponta usando dados do Twitter. Essa é uma das razões pelas quais você ouve mais sobre relatórios que apresentam o Twitter como o centro da metodologia de pesquisa – nós incentivamos isso intencionalmente.

Quais são os próximos passos?

A transparência é fundamental para construir e manter a confiança, melhorar a responsabilidade e preservar uma Internet Aberta livre e segura. As pessoas devem entender as regras dos serviços online e a forma como o poder de autoridades e governos tem sido utilizado. Sem transparência não pode haver responsabilização.

Da nossa parte, o Twitter tem como objetivo avaliar e melhorar continuamente a forma como compartilhamos informações com o público. Este ano, estamos lançando o Consórcio de Pesquisa e Moderação do Twitter (TMRC). Via Consórcio, o Twitter compartilha conjuntos de dados em larga escala sobre questões de moderação da plataforma com um grupo de especialistas globais de acadêmicos, membros da sociedade civil e ONGs e jornalistas para estudar questões de governança de plataforma. Este programa se concentrará inicialmente no compartilhamento de dados sobre contas e redes que o Twitter removeu relacionadas a manipulação de plataforma e operações de informações apoiadas por Estados.

Enquanto a maneira como divulgamos essas informações veio se desenvolvendo e aprimorando continuamente nos últimos 10 anos, nosso compromisso de proteger as pessoas que usam o Twitter permanece inalterado. Isso inclui proteger ativistas e jornalistas, contas que desejam permanecer anônimas e as pessoas que se manifestam contra seus governos.

Para ver o relatório completo, clique aqui.

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